domingo, 8 de novembro de 2009

Pudim de tapioca com leite de coco, amburana e uma compota de maças...



Eu andava com o estômago meio sensível e fui fazer meu remédio favorito para aliviar estômagos sensíveis: um mingau de tapioca com amburana. Sou meio viciada em mingau com amburanas já que essas maravilhosas sementinhas são uma maravilha para o estômago. Em geral eu não uso nada além de leite e um pouquinho de açúcar. Quando quero servir como sobremesa eu adiciono leite de coco. Desta vez usei um leite de coco integral e ficou muito bom. Tenho usado leite de coco de baixa calorias em quase todas as receitas mas o leite de coco normal é bem melhor. Um milhão de anos mais perfumado e saboroso.



Eu comi o primeiro prato ainda quente e bem líquido, da panela para o prato, com canela em pó, o par perfeito para dar uma revigorada no meu estômago. O resto eu dividi em potinhos e levei para gelar. O amido da tapioca endurece e forma um pudim macio maravilhoso. Com os potinhos na geladeira há mais de 24 horas eu ainda não sabia o que fazer o pudim para acompanhar o ultra suave pudim. Até que saracutiando pela aí eu vi essas maçazinhas aqui e enlouqueci e preparei minha versão pensando numa compota de maças que eu comia na casa da minha avó materna.




Pudim de tapioca, leite de coco e semente de amburana de cheiro


1 litro de leite desnatado
500 ml de leite de coco
1/2 copo de 250 ml de açúcar (use a quantidade que preferir)
12 sementes de amburana de cheiro
1/2 copo de 250ml de pérolas de tapioca

Como:

Numa panela grande de fundo grosso coloque o leite, leite de coco, açúcar, tapioca e as sementes de amburana de cheiro e cozinhe em fogo médio mexendo o tempo todo para evitar que grude no fundo da panela. Quando ferver reduza o fogo e deixe cozinhar até que as pérolas fiquem transparentes e macias, de 15 a 20 minutos. Com uma escumadeira retire as sementes de amburana e descarte-as. Distribua o creme em potinhos deixe esfriar e leve para gelar. Se, como eu, você preferir sirva quente, ou morno, com canela em pó ou compota de maças salpica de paçoca de amêndoas.

Rende 6 porções


Compotinha de maças
Inspirada nessa compotinha aqui

6 maças descascadas e picadas em pedaços bem pequenos
1 xícara de açúcar (use mais ou menos se preferir)
1 colher de sopa de suco de limão
1 xícara de água
1 pau de canela
1 a 2 colheres de chá de canela em pó

Como:

Coloque o açúcar num pote e vá adicionando as maças ao açúcar enquando pica e mexendo para não escurecerem. Quando todas as maças estiverem picadas adicione o suco de limão e mexa com uma colher para distribuir o suco pelo açúcar e frutas. Coloque a mistura de maças, açúcar e limão numa panela de fundo grosso, adicione a água e as canelas e deixe ferver em fogo médio. Quando ferver reduza o fogo e deixe cozinhar por cerca de 20 minutos ou até que as maças estejam bem transparentes e a calda esteja levemente reduzida e tenha engrossado. Retire do fogo, transfira para um pote de vidro de deixe esfriar. Quando estiver fria coloque uma colherada generosa da compota sobre os potinhos de pudim e salpique com paçoquinha de amêndoas picadas.



Obs. Se preferir use raspas de uma fava de baunilha no lugar das sementes de amburana, mas a baunilha não tem o mesmo poder revigorante para o estômago que a amburana.

sábado, 7 de novembro de 2009

Duas ou tres coisas que eu sei sobre mim e um sorvete de peras caramelizadas com crocante de castanha do Brasil



São muitas emoções, já dizia o rei em grande estilo. Enfim, em meio a muitos acontecimentos eu ando me arrastando para acabar tudo o que eu tenho que acabar, cuidar de uma pequena família e ainda ser uma pessoa capaz de levar uma carreira a sério e manter o compromisso de fazer de mim um ser social. Devaneios a parte foi emocionante o processo deste sorvete de pera caramelizadas com crocante de castanha do Brasil, foi um aprendizado. E além do sorvete eu tenho um compromisso que preciso cumprir por fazer parte do evento Amigo Invisível Gastronômico, eu tenho que escrever umas coisinhas a meu respeito, coisitas melhor seria, pois muito provavelmente meu amigo invisível é espanhol. Estou morrendo de preguiça de escrever em espanhol, minha cabeça está dando piruetas e vai dar um nó irreversível qualquer dia desses com a quantidade de línguas que cercam a minha vida no atual momento.



Vamos começar com a parte boa, o sorvete de pera caramelizadas com crocante de castanha do Brasil. Depois da festa do final de semana a casa estava cheia de sobras extraordinárias, os alimentos da semana meio que ficaram esquecidos, foi o aconteceu com as peras. Peras são amadas por todos aqui enquanto duras, quando maduras são solenemente ignoradas (exceto por mim que só gosto de frutas maduras). La mama aqui então vai atrás de soluções, queria um sorvete de peras, mas será que combinaria bem com as peras ultra maduras que eu tinha aqui? Pelo sim, pelo não, decidi caramelizar as peras com açúcar e manteiga na panela e, depois de fria, bater tudo com iogurte e baunilha. No final de tudo adiciono a habitual cachacinha para dar uma protegida contra o gelo e uns crocantinhos feitos com açúcar e castanha do Brasil.



A receita é, para variar, uma colagem de muitas, resultado da influência desta foto de um sorvete inspirado numa sobremesa coreana tradicional chamada Baesuk mas que não tinha receita. Achei uma receita de sorvete de iogurte com peras inspirada na sobremesa coreana aqui. Claro que eu iria retirar o gengibre e a pimenta, dupla que não joga no time das minhas sobremesas e adicionar baunilha até que vendo essa obra prima aqui eu tive a idéia de caramelizar e ainda adicionar um crocante de castanhas do Pará, perfeita tradução para o praliné francês.



O sorvete levou mais de dois dias para ficar pronto e foi uma grande revelação que justificou todo o esforço de mexer, mexer e mexer um sorvete. A princípio eu temia que o sabor das peras fosse desaparecer, mas não desapareceu. Todos os sabores estavam lá, presentes e a maior revelação foi o perfume forte das castanhas no meio do caramelo crocante, das peras e da baunilha. Se eu fosse mudar alguma coisa seria retirar a baunilha e deixar o sabor e o aroma das peras mais as claras. Mas ficou um sorvete maravilhoso. Mas é uma receita que talvez se beneficie muito se feito com máquina, creme de leite e gemas para dar mais densidade. Mas eu gosto demais de sorvetes feitos com iogurte e este foi uma grata revelação. Experimente fazer e me diga. Eu aqui tomando sorvete de pera e sonhando com essa maravilha aqui.





Sorvete de peras caramelizadas com crocante de castanha do Brasil


5 peras grandes descascadas e picadas
meio copo de 250 ml de açúcar de cana de açúcar
1 colher de sopa de manteiga
300 ml de iogurte natural drenado, sem aquele sorinho
1 colher de sopa de cachaça
1 colhe de chá de extrato natural de baunilha

Como:

Numa panela de fundo grosso derreta o açúcar com umas duas colheres d'água e quando começar a borbulhar e escurecer adicione a manteiga e as peras. As peras vão soltar água e o caramelo vai ficar aguadinho por isso deixe cozinhar por uns 10 ou 15 minutos ou até que o caramelo dê uma engrossada e as peras fiquem ligeiramente transparentes. Quando estiver no ponto retire do fogo, transfira para um pote de vidro e deixe esfriar totalmente. Depois de fria leve a geladeira por 6 horas ou por uma noite inteira. Coloque as peras caramelizadas no processador, ou liquidificador, adicione o iogurte e a baunilha e e bata até formar uma mistura homogênea. Coloque a mistura num pote limpo com tampa e leve ao freezer por umas duas horas. Retire a mistura do freezer, adicione a cachaça e bata num processador, com um fouet, ou mixer manual e leve para o freezer por mais uma ou duas horas. Depois de duas horas retire do freezer e mexa a mistura vigorosamente e adicione o crocante de castanha do Brasil, misture mais um pouco para incorporar homogeneamente o crocante e devolva a mistura de volta para o freezer. Mexa mais uma ou duas vezes até que ela endureça totalmente. Deixe no freezer por umas 6 a 8 horas, ou uma noite inteira, antes de servir. Retire o pote de sorvete do freezer/congelador pelo menos 15 minutos antes de servir. Sirva puro ou com caldas

Rende cerca de meio litro de sorvete.




Crocante de castanha do Brasil


Cerca de 25 gramas de castanhas picadas
um copo de 250ml de açúcar
100 ml de água

Como:

Coloque o açúcar e metade da água numa panela e deixe ferver até começar caramelizar. Quando o açúcar começar a escurecer e ficar com aquela cor ambar maravilhosa adicione a segunda parte da água e as castanhas. Abaixe o fogo e deixe caramelizar até que as castanhas sejam totalmente envolvidas pela calda. Quando a calda de castanhas estiver borbulhando transfira para a forma forrada e deixe esfriar. Quando estiver totalmente fria e endurecida quebre alguns pedaços e coloque num saco plástico. Com um martelo de carne pique o caramleo duro até formar pequenos pedaços crocantes de castanha do Brasil.

Rende bastante, suficiente para umas 3 receitas de sorvete.



Duas ou três coisas que eu sei sobre mim


E sobre o Amigo Invisível Gastronômico, é recomendável que eu escreva algo sobre mim para conduzir meu amigo invisível na direção de um presente acertado, exatamente como essa postagem aqui.

Difícil falar de mim, ainda que eu faça isto o tempo todo neste blog. Mas, enfim, quem sai na chuva quer se molhar. É uma coisa complicada falar dos meus gostos e o que eu gostaria de receber de presente. Bem, antes de mais nada eu preciso deixar claro que detesto pimentas. Claro que uso diariamente e comedidamente pimenta do reino, pimenta branca e vermelha na minha comida mas detesto chillies e comidas picantes se é que vocês me entendem. Além de pimenta só duas outras coisas eu detesto imensamente: anis e coentro. Meu horror a coentro se compara, na mesma proporção, ao amor que nutro por salsa e cebolinha. Fora isto tá valendo tudo. Eu adoro frutos do mar, todos, (não que eu ache que alguém vai me mandar uma lagosta viva, nem em pó, de presente). Enfim, amo chocolates de todas as cores e graus de "cacaucidade" (inventei esta palavra agora), mas todos sem pimenta, chocolate com pimenta é, para mim, uma alucinação de mau gosto. Mas gosto da páprica doce defumada espanhola que é uma delícia, mas nunca no chocolate...

Se é para me dar um presente eu preciso deixar claro que não sou louca por parafernálias tecnológicas de cozinha, nem por equipamentos de marca, nem por livros de culinária, por mais lindos que sejam. Eu não dou a menor importância para livros de culinária, principalmente livros de apresentadores de TV. Sim, eu tenho alguns livros, uns eu comprei, outros eu ganhei de presente, mas não entendo a fissura que esse povo têm por livros de culinária. Gosto de livros de outros assuntos. Mas adoro comida boa, comida simples e sou louca por mel. LOU-CA por mel. Tenho uma coleção de tipos diferentes de mel, venho do Brasil carregada de potes de mel, compro mel em todos os cantos que vou e adoro comparar os diferentes sabores e perfumes. Se eu fosse tibetana ia ter certeza que na outra encarnação eu fui abelha. Adoro tanto meus potes de mel que Per se sente constrangido de come-los pois ele sabe como eu os amo. Também sou louca por nozes e castanhas diversas, todas, acho que herdei esta paixão do meu pai. Mas não gosto de mel com nozes dentro, coisa que provei na Grécia e foi uma decepção.

Gosto de velharias, de potes, formas, xícaras, copos e panelas velhas diga-se usadas em bom estado. Esta uma paixão que herdei da minha mãe. Comprei acho que mais da metade do meu acervo doméstico em brechós e tenho uma coleção de bules de chá e café maravilhosa. Eu amo, amo, amo, amo café e bules de café são uma tara. Mas só bebo café arábica puro, de origem, em geral de uma única propriedade. Gasto fortunas em café aqui mas meus favoritos são os cafés de algumas fazendas em São Paulo e Minas Gerais, como não podia deixar de ser. Amo azeitonas, azeites, óleos de origens diferentes, vinagres, frutas em pó, frutas desidratas em pó e manteigas. Sou louca por coisas japonesas, tipo bacalhau em pó cor de rosa que ganho sempre e algas marinhas secas.

Enfim, me dar presente não é fácil, mas eu sou do tipo que gosta de tudo, mesmo aquilo que eu não compraria nunca. Desde que não seja pimenta...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Macarons de castanha do Pará (*) para maltratar meu coração...



Sou louca varrida por doces de ovos, tanto os feitos apenas com gemas, como aqueles feitos apenas com claras. Suspiros, quindins, toucinho do céu, ovos moles e todos os demais são meu principal sonho de consumo. Meus biscoitos e doces favoritos também são biscoitos de ovos com nozes diversas, i.e. amêndoas, avelãs e pistaches, castanhas de cajú, amendoim: tipo amaretti, basler brünsli, cajuzinho e claro macaron.




Eu adoro macarons que não deixam de ser uma espécie de biscoito amaretti só que um pouco mais doce e sem aquele sabor característico do licor ou extrato de amendoas (que eu amo). Tenho feito macarons regularmente, sempre a mesma receita de claras com amendoas, açúcar e uma baunilhinha básica para dar uma perfumada boa. Não gosto de usar corante e não gosto de muitos recheios diferente e por isso meus macarons ficam muito iguais e a maioria vai do forno para o estômago, sem escalas.



Hoje resolvi fazer um macaron diferente e usei castanha do pará no lugar da amêndoa e o resultado foi maravilhoso, o melhor macaron que eu já fiz e provei. Comi a primeira forma quase que inteira quando saiu do forno, ainda morna e quase enlouqueci. Comi tanto que fiquei cheia e depois ainda tive enjôo e uma certa dor de estômago em função do exagero. Ninguém pode comer mais de 20 biscoitos destes sem parar, quentes, um atrás do outro e ainda sair incólume, não há jeito...



Eu estou gastando a minha cesta básica que vai acabar em breve, estou com meus estoques de brasilidade baixíssimos e sobraram apenas item de primeiros socorros, tipo goiabada, mate e castanhas do Pará. A idéia de liquidar estoques é porque em poucos meses vai rolar um reabastecimento, por isso eu tô gastando apenas porque estou podendo e é tão bom. Eu amo usar farinha de castanha do Pará em tortas, bolos, biscoitos e cucas. Faço uma cuca de peras com farofa de castanha do Pará que é um susto de boa e ainda não publiquei aqui. Surpreendente.



Eu devorei a primeira fornada de macarons sem recheio. Acho rechear macarons a maior chatice até porque nem tudo que reluz é ouro, ou seja, os recheios enganam. O único recheio totalmente aprovados para macarons é a ganache feita de creme de leite, chocolate e gianduia, de resto fica tudo uma meleira que derrete e amolece os macarons e simplesmente deixam o doce ainda mais doce. Talvez eu precise começar a usar a técnica de suspiro quente, o tal merengue italiano que deixa as conchinhas mais resistentes.



Macarons de castanha do Pará

2 claras envelhecidas por dois ou três dias
1/2 copo de 250ml de farinha de amendoas
1 copo de 250ml de açúcar de confeiteiro
2 colheres de sopa de açúcar
1 colher de chá de extrato natural de baunilha

Como:


Primeiro separe as claras e deixe-as envelhecer, cobertas por pelo menos 24 horas em cima da bancada da cozinha. As minhas ficaram quatro dias envelhecendo esquecidas num canto da bancada da cozinha.

No dia que for assar os macarons forre duas ou três formas retangulares grandes, com papel manteiga ou tapetinho de silicone e reserve e aqueça o forno a 150C. Prepare a farinha de castanhas do Pará levemente torradas processando as castanhas com o açúcar de confeiteiro num processador, peneire, pese novamente, ajuste as medidas se necessário e reserve. Com a batedeira bata as claras e quando elas começarem a formar um suspiro comece a adicionar o açúcar, uma colher de cada vez e bata até formar um suspiro brilhante mas não muito duro, você não quer secar demais o suspiro. Adicione então a mistura de farinha de castanha e açúcar de confeiteiro ao suspiro, aos poucos, em duas ou tres vezes e com uma espátula mexa até incorporar totalmente a farinha as claras. Aqui é que, na minha opinião, mora o perigo já que você não deve nem mexer demais, nem de menos. MExa de baixo para cima delicadamente para não perder muito volume.

Quando as farinhas foram totalmente incorporadas em geral o macaron está no ponto. Para saber se está no ponto coloque uma colherada na forma e observe se a massa se espalha e fica totalmente lisa, se ficar lisa, chapada, está no ponto. Se formar um pico de suspiro ainda não está no ponto e você precisa misturar um pouco mais. Se estiver no ponto coloque a massa num saco de confeiteiro e faça bolinhas no tabuleiro com um bico simples deixando uns 1,5 a 2 cm de espaço entre elas. Salpique uma farofinha de castanha sobre as conchinhas (no chmamado domo dos macarons) e deixe-os secar. Em cerca de 15 minutos a massa irá secar e formar uma camadinha dura e quando o domo estiver endurecido, resistente ao toque, os macarons estão prontos para assar.

Há muitas discussões sobre deixar, ou não, os macarons descansarem um longo tempo nas formas antes de ir para o forno, já vi muita gente boa falar que é desnecessário deixar mais do que 15 minutos. Eu nunca deixei secar muito tempo e nunca tive problemas na hora de assar. Eu acho que mais grave em relação aos macarons é ajustar o tempo de forno e a temperatura.

Asse por 10 minutos a 150C em forno pré-aquecido. Deixe esfriar antes de retirar do papel e rechear. Use o recheio que desejar.

Rende cerca de 20 a 25 macarons recheados (40 a 50 conchinhas)



Aqui a gente gosta de macarons sem recheio, mas pensei em recher com uma mousse de limão verde, mas desisti. Se você tentar fazer macarons pode usar o recheio que preferir...

(*) A Flávia Pantoja me deu uma notícia incrível, as castanhas do Pará agora são oficialmente chamadas em território nacional de Castanhas do Brasil, lindo. Adotaram o nome internacional e é bacana isto.

Agora o negócio é eu conseguir lembra o nome. Eu até hoje falo na Montenegro, nunca me lembro que a rua agora é Vinicius de Moraes, ainda chamo o Aeroporto Internacional de Galeão e como se não amasse chama-lo de Aeroporto Tom Jobim. Os cariocas me entendem...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Só para dizer que...



Eu fiquei aqui acordada até a 1:00 da manhã horário de Oslo (22:00 da noite horário de Brasília) para fazer o meu sorteio e seguir em frente. Brincadeirinha, estava cheia de outras coisas para fazer mas ansiosa para saber quem seria a segunda garota a receber meu presente.

Enfim, foram 53 comentários, excluindo dois feitos por mim, sobraram 51 comentários válidos, 51 garotas concorrendo ao pacote de presente. Fiz um sorteio no Random.org e a vencedora é a Sarinha, de Brasília, nossa Princesa Urbana que venceu com o número 8. Sarinha querida, adote o 8 como teu número de sorte, é um número mágico mesmo, uma coisa meio nó sem fim, indivisível. Me manda teus dados todos e quando eu publicar uma postagem sobre o presente do AIG você já sabe que vai receber um igualzinho...

Fico feliz por serem duas garotas que amam doces, sobremesas e chocolates pois assim eu vou poder delirar. Vale lembrar que os presentes serão comprados por mim e escolhidos por mim com muito carinho para as duas garotas. Uma espanholita e uma candanguinha...

domingo, 1 de novembro de 2009

Fim de festa, calmaria, o vazio do outono, mate com romã e presentes



A festa terminou e eu fiquei muito cansada, estive gripada talvez seja por isso, enfim, deu tudo certo e como sempre acontece fiz comidas demais. Tivemos muitas sobras e poucas bocas para comer tudo por aqui no dia seguinte. Vou falar um pouco sobre o cardápio mais adiante. Uma coisa que eu sempre esqueço é que crianças não comem em festa, ficaram correndo, se fantasiando, planejando e não comeram nada. O pudim de chocolate feito para as crianças, a pedidos, sobrou quase inteiro. Fiz potinhos demais, talvez, os adultos comeram o pudim de fava de baunilha com groselhas que estava tudo de bom e não se animaram com o pudim de chocolate. Além disso tinha muitos bolos, fiz bolos demais, biscoitos demais e ainda ganhamos um bolo de marzipã e framboesa que fez o maior sucesso. Como não foi meu aniversário eu não ganhei presentes, Per ganhou montes de presentes, muitos, mais do que ele se sente confortável para ganhar. Engraçado isto, não? Mas existe gente que se sente desconfortável com muito presentes. Eu definitivamente não estou neste grupo...



Gosto de receber mas gosto de dar presentes também. E estou ansiosa para produzir os presentes que eu vou enviar na próxima semana. Ontem eu recebi o nome da pessoa de quem me tornarei amiga invisível e adorei, adorei a pessoa na hora, sem nunca ter visto, lido, nem ouvido a nega. Não sei se posso comentar quem é... preciso conferir as regras do evento, ler as postagens do ano passado e ver como as pessoas trataram isso. Mas o que posso adiantar é que serei a amiga invisível de uma senhorita espanhola que tem um blog de sobremesas, sim, SO-BRE-ME-SAS e de quem eu nunca tinha ouvido falar! Ela idolatra os mesmos ingredientes que eu e vou poder enviar o presente que planejei e já tenho certeza de que ela vai gostar. Espero que a minha leitora, aquela que vai receber o segundo presente, também goste de criar sobremesas pois, como anunciei, o segundo presente será idêntido ao primeiro.



Se alguém por aí chegou aqui no blog agora, por acaso, e não sabe do que eu estou falando eu explico. Você tem até segunda feira, dia 2 de novembro, até as 22:00 horas horário de Brasília, para colocar um comentário qualquer nessa mensagem e amanhã eu vou sortear uma pessoa da lista de comentários e anunciar a sortuda no dia 3 de novembro. A pessoa sorteada vai precisar me mandar um email com dados pessoais, nome, endereço completo para receber um presente que será idêntico ao presente que eu vou enviar para o envento AIG e algumas informações sobre ela. E mesmo que a sorteada seja uma anônima eu vou ter que publicar o nome real da pessoa e falar quem ganhou, se tem blog, se não tem, onde mora, informações basiquinhas sobre a premiada... faz parte.




A belezura que vocês veem (soa estranho, mas consulte você mesma o link) nas fotos é o pudim de fava de baunilha servido com groselhas do meu jardim (as groselhas foram colhidas, congeladas e, na manhã da festa, decongeladas e resistiram perfeitamente. A adição das groselhas azedinhas foi uma grande idéia e o pudim ficou uma delícia e causou sensação na festa. Foi uma nova versão do meu pudim de baunilha de sempre. O meu problema? Eu vivo alterando as minhas receitas, mesmo as boas. Vivo trocando gemas por claras, claras por ovos inteiros e ovos inteiros por gemas apenas, por exemplo. Faz parte do meu show, não consigo evitar. Quando eu vejo já alterei. O pudim que eu faço normalmente leva ovos inteiros e gemas, mas desta vez resolvi usar só gemas. Ficou perfeito, usei uma mistura de leite integral e desnatado, talvez o melhor tivesse sido usar leite semi-desnatado direto, mas usei uma mistura de leite integral com 3,4% de gordura e leite desnatado com 0,1% de gordura e seis gemas apenas, ao invés de 3 ovos e duas gemas. Ficou uma maravilha na minha opinião de adoradora de doces de ovos.



Outra sensação da festa foram as romãs. Eu tinha comprado algumas romãs para servir com o pudim de baunilha mas resolvi servir este pudim com as groselhas. Foi então que eu provei e decidi bater os gomos de romãs com mate frio e servir gelado. Além disso eu servi os gomos de romãs com os sorvetes. O mate com romãs ficou fantástico, primeira vez que fiz e adorei e ainda surpreendi meu público. Além disso eu tinha uma pequena seleção de sorvetes no freezer produzidos especialmente para a festa e deu super certo a idéia de sorvetes de frutas com romãs. O sorvete de banana ficou ótimo, mas o de framboesa ficou um espanto de tão bom. Sem dúvida é o melhor sorvete que eu já fiz na minha vida, ficou tão bom, mas tão bom que eu não sei se sou capaz de fazer outro sorvete tão bom. O creme de leite é um diferencial importante no sorvete, sem dúvida, deixa mais cremoso, mas a produção de sorvete sem máquina é uma coisa sempre surpreendente, de resultados inesperados...



O sorvete de banana eu já tinha feito antes, sob influencia de um sorvete de banana que a Gasparzinha publicou umas semanas atrás. A receita da Gasparzinha é feita com creme de leite, açúcar e máquina de sorvete e eu resolvi inventar uma receita de sorvete de banana que combinasse mais com o meu gosto já que não gosto da idéia de bananas "cruas" com creme de leite e por isso eu usei iogurte e mel, o par perfeito para bananas. Acho que sorvete de bananas cozidas, ou caramelizadas, fica tudo com creme de leite, um sonho, mas bananas frescas, amassadas ficam melhores com iogurte e mel, acho eu. Vivendo e experimentando...



Enquanto o outono lá fora corre solto e me devora, me enche de ira e de desespero eu tento ocupar minha mente com outras coisas para esquecer. Sei que existem aqueles que admiram essa estação de passagem, de parada, mas eu odeio. Odeio a sensação que antecede a morte (o inverno), o processo da devastação, a interrupção antes do fim, de bloqueio, de final de produção, uma parada forçada. Outono é um elevador enguiçado num prédio sem escada, a fita que arrebenta no cinema antes do final, um engarrafamento de 100km em dia de chuva na Marginal Tiête, a Previdência Social em greve quando se precisa de um documento importante, chuva em dia de domingo no Rio, qualquer situação que te faça perceber o tempo perdido sem qualquer chance de busca, um tempo de parada forçada, um tempo triste. Não aceito esta estação, acho o outono pior do que o inverno e tenho vontade de sumir. Hoje eu queria estar longe, sei lá, por aí, pelos trópicos, num canto qualquer sem outono...



Pudim de fava de baunilha com gemas

1500ml (um litro e meio) de leite semi-desnatado
1 copo de 250 ml de açúcar (reduza se preferir)
Uma fava de baunilha inteira (adicione o sabor que preferir, pode ser amburana, casca de limão, de laranja, licor de amendoas)
12 gemas (eu calculo 4 gemas para cada 500ml)

Como:

Reserve 15 forminhas refratárias individuais ou ramequins. Aqueça o forno a 180C e ferva cerca de um litro de água numa panelinha. Em outra panela, de fundo grosso, coloque o leite, adicione as raspas da fava de baunilha e a fava vazia. Deixe cozinhar em fogo médio, até fever, mas mexa o tempo todo para evitar que a mistura grude na panela ou que queime. Quando ferver desligue o fogo, retire a fava de baunilha e reserve. Num pote grande bata as gemas com o açúcar com um batedor de mão (fouet) até esbranquiçar levemente. Adicione uma xícara do leite fervido às gemas e bata vigorosamente para incorporar o leite e temperar as gemas e, desse modo, evitar que elas talhem. Adicione então o resto do leite batendo o tempo todo, sem parar, até adicionar o leite totalmente. Divida a mistura nas forminhas individuais refratárias reservadas. Coloque as forminhas com creme de ovos num tabuleiro grande e encha o tabuleiro com a água fervida, ainda quente, enchendo até metade da altura dos potinhos/forminhas. Leve para assar por 30 minutos ou até que assente. Deixe esfriar, leve à geladeira e deixe gelar por umas duas horas antes de servir.

Obs. pode ser desenformado se for adicionada uma calda de caramelo ao fundo das forminhas. Também pode ser servido com caldas diversas.

Obs 2. Você também pode adicionar açúcar ao topo do pudim e caramelizar com um maçarico e vai virar um creme brulê. Eu não gosto de creme brulê com creme de leite, prefiro o pudim feito com leite e gemas apenas e acho que esta receita vira um creme brulê leve e fantástico por causa do sabor intenso da baunilha.




Mate com romã

1 litro de água
duas colheres de sopa bem cheias de erva mate torrada em pó (para aquelas que gostam, também pode ser feito com chá preto)
gomos de uma romã grande
açúcar a gosto
gelo a gosto


Como:

Coloque a água para ferver numa panela e quando estiver fervendo adicione o mate em pó, desligue o fogo, tampe a panela e deixe o mate em infusão até esfriar. Quando estiver frio, ou quase frio, coe o mate e coloque num liquidificador ou processador, adicione gelo, açúcar a gosto (eu coloco uma colher de chá para agradar as crianças) e os gominhos de romã. Bata até espumar e desmanchar levemente os gominhos de romã. Você não quer moer os gominhos, apenas separar a polpa da fruta da semente. Peneire e sirva bem gelado. Se preferir, sirva quente. Romã é uma maravilha para a garganta.




Sorvete sem máquina de banana

3 a 4 bananas d'água grandes bem maduras
Suco de meia banda de limão verde
100 ml de mel
300 ml de iogurte natural
1 colher de sopa de cachaça
1 colher de chá de extrato natural de baunilha

Como:

Amasse as bananas e adicione o suco de limão. Num liquidificador, ou num processador, bata o iogurte com o mel, a banana amassada e a baunilha até formar um creme homogêneo. Transfira a mistura para um pote limpo e leve para o freezer e deixe gelar por uma hora. Retire do freezer e coloque a mistura novamente liquidificador ou no processador, adicione a cachaça e bata bem. Devolva a mistura ao pote e leve-o para o freezer/congelador. epois de duas horas no freezer retire e mexa a mistura vigorosamente com um fouet, garfo ou colher e devolva a mistura de volta para o freezer e mexa mais uma ou duas vezes a mistura até que ela endureça totalmente. Retire o pote de sorvete do freezer/congelador pelo menos 15 minutos antes de servir.

Sirva com gomos de romãs maduras

Rende cerca de meio litro de sorvete



Sorvete sem máquina de framboesa


200 ml de purê de framboesas peneirado
200 ml de iogurte natural desnatado
300 ml de creme de leite
200 ml de leite (uso sempre desnatado)
100 ml de açúcar, use mais de preferir
1 colher de sopa de cachaça
1 colher de chá de extrato puro de baunilha

Como:

Num processador ou liquidificador coloque o purê de frutas, o iogurte e a baunilha e e bata até formar uma mistura homogênea e reserve. Ferva creme de leite com o leite e o açúcar e deixe esfriar. Quando estiver frio processe a mistura de creme com a mistura de iogurte. Coloque a mistura num pote limpo com tampa e leve a geladeira por umas duas horas. Retire a mistura da geladeira e bata bem com uma colher ou com um mixer manual, adicione a cachaça e leve para o freezer para gelar. Depois de duas horas no freezer retire e mexa a mistura vigorosamente com um fouet, garfo ou colher e devolva a mistura de volta para o freezer e mexa mais uma ou duas vezes a mistura até que ela endureça totalmente. Retire o pote de sorvete do freezer/congelador pelo menos 15 minutos antes de servir. Sirva com gomos de romãs maduras

Rende cerca de um litro de sorvete.

sábado, 31 de outubro de 2009

A festa, o sorteio e o bolo de maça



Uma passadinha para informar que as postagens de conteúdo estão um pouquinho enroladas em função da festa de amanhã. Estou trabalhando feito uma louca para conseguir acabar tudo o que planejei. Loucura total, eu não sei porque eu invento isto, queria não precisar de festas para ser feliz. Enfim, uma trabalheira e a minha sorte é que amanhã não sou eu quem vai fazer o prato principal do almoço, mas um amigo querido português que vem fazer uma mariscada. A idéia da surpresa ainda está forte na cabeça das crianças e o Per faz de tudo para acreditar que não sabe de nada, apesar da revolução na cozinha. A coisa mais engraçada do mundo, fingir que não tem festa com a geladeira e freezer lotados de comidas de festa, o forno ligado o dia inteiro, pães, vários, crescendo na bancada da cozinha, vinhos, bebidinhas, ele não pergunta e diz que não quer saber, mas já sabe...



O mais engraçado foi que a mãe do Per ligou ontem a noite dizendo que ia passar para dar um beijo e deixar um presente para ele hoje. Ele desligou e me disse que eles iam passar para um café. Eu pensei, tudo bem, ela quer passar e dar o presente para disfarçar para ele não desconfiar. Aí ela ligou de novo e disse que mudou de idéia, assim, do nada e aí ele ficou desconfiado. Ela sabia da festa de amanhã, mas esqueceu e como o aniversário dele é hoje ela naturalmente ligou e queria dar uma passada. Fazer surpresa como? É claro que ele já sabe, mas a gente se diverte mesmo assim. Hoje ele levou um bolo de maça que eu fiz para dividir com os colegas no trabalho e o bolo ficou uma delícia. Fiz uma receita meio grande para o tamanho de forma e usei uma quantiddade grande de frutas e por isso sobrou um pouco de massa que eu assei numa forminha e fotografei. As maças usadas são do meu jardim e estavam maravilhosas, vocês não imaginam o meu orgulho...



Bolo de maças

4 a 5 maças fatiadas finas
4 ovos
1 copo de 250ml de açúcar
100 ml de óleo de girassol ou manteiga derretida (as vezes eu uso uma coisa, as vezes a outra)
2 copos de 250ml de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó
1 colher de chá de extrato de baunilha
100 ml de leite ou iogurte (as vezes eu uso uma coisa, as vezes a outra)
Açúcar e canela para salpicar

Como:

Unte uma forma média com manteiga, forre com papel manteiga e unte o papel. Salpique açúcar e coloque uma camada de maças e salpique um pouco mais de açúcar e um pouco de canela. Bata os ovos com o açúcar, adicione a manteiga ou óleo e bata mais. Adicione um copo de farinha, o leite e depois o segundo copo de farinha. Adicione o fermento e a baunilha e bata até incorporar totalmente e formar uma massa bem macia. Coloque a massa sobre as massas na forma. E cubra a massa com mais uma camada de maças e salpique açúcar e canela novamente. Leve para assar em forno pré-aquecido a 180C por 30 minutos ou até que enfiando um palito este saia seco. Sirva quente com sorvete ou iogurte de baunilha.



Sorteio:

E não esqueçam: para participar e concorrer ao presente especial basta deixar um comentário nessa mensagem até segunda-feira, dia 2 de novembro. Basta comentar, qualquer coisa, qualquer assunto, não precisa dar nenhuma resposta em especial. Eu vou sortear um dos comentários no site random.org e enviar o presente da leitora sorteada.


terça-feira, 27 de outubro de 2009

Cacaus e presentes...



Quando comecei esta postagem, uns dois dias atrás, pensei em escrever apenas sobre cacau em pó, sobre os diferentes tipos de cacau que me atraem e me intrigam, uma postagem que rumino há tempos. Estive experimentando diferentes tipos de cacau em pó ultimamente já que cacau em pó é uma coisa que eu aprecio bastante mas acabei mudando de idéia e adicionei um segundo assunto a esta postagem. O segundo tema desta postagem é um presente, na verdade dois presentes. Um presente que acabou levando a outro. Então vamos por partes. Vamos primeiro falar de cacau ou de presente? Acho que é melhor começar com o presente.




Para ilustrar esta postagem eu preparei uma colagem de fotos que eu fiz de uma instalação incrível inaugurada no jardim da universidade, no campus Gløshaugen da NTNU, este mês. Eu fiquei super encantada com a instalação e de certa forma acompanhei, a distância, a artista que durante alguns dias pintou as imagens que ilustram a colagem. Foram vários artistas trabalhando durante várias semanas já que a instalação é uma grande construção, composta por vários módulos espalhados pelo jardim, mas este módulo, com estas pinturas, estão voltadas para a rua onde eu passo todos os dias me encantaram e a localização permitiu que eu pudesse ver a artista trabalhando no jardim, pintando.



Mas enfim, a história do presente é a seguinte. Eu decidi participar do evento AIG, por influência da Moira e tudo é culpa dela... Ela participou do AIG no ano passado e eu, que acompanho o blog dela, acompanhei tudo pelo blog, um festival de presentes, uma beleza. Então este ano, quando a Moira anunciou que ia participar novamente eu decidi participar também. Vou receber o nome da pessoa que vai receber meu presente, e do blog que ela faz, no dia 1 de novembro e então, dependendo da pessoa e do local no planeta onde essa pessoa vive, vou adaptar o meu presente. Já fiz uma lista com algumas versões diferentes do presente, pois eu adoro dar presentes, mas ainda não cheguei a um veredito final. Espero que a pessoa não seja nem diabética, nem alérgica a nada, nem muito menos que deteste sobremesas pois aí eu estou totalmente frita.



Mas o motivo do presente fazer parte desta postagem não é a minha participação no AIG. Mas por causa deste presente do AIG eu resolvi oferecer um segundo presente, vou preparar dois pacotes de presentes, idênticos, um vai para a pessoa selecionada pelo AIG e, tchan, tchan, tchan, tchan, o segundo presente vai para uma das minhas leitoras, ou leitores. Sim, vou preparar dois presentes e oferecer um para vocês. Para participar e concorrer ao meu presente especial basta deixar um comentário nesta mensagem até segunda-feira, dia 2 de novembro. Basta comentar, qualquer coisa, qualquer assunto, não precisa dar nenhuma resposta em especial. Eu vou sortear um dos comentários e enviar o presente da leitora sorteada junto com o meu presente do AIG.



Então é isso, deixe-me um comentário até o final do dia 2 de novembro e concorra ao meu presente especial que será despachado para qualquer canto do planetinha. Para matar um pouco a curiosidade de vocês sobre conteúdo do presente eu posso adiantar que em cada um dos pacotes irá um conjuntinho de belezinhas que todo mundo que vem aqui em casa, ou que visita aqui o blog, adora. Ontem, quando eu tive a idéia de enviar dois presentes, ao invés de um, eu saí e comprei dois sets de "belezinhas", um para cada um dos presentes e ambos já foram devidamente embrulhados, com segurança, para viagem. A colagem acima exibe imagens que tem em comum as tais belezinhas, será que vocês adivinham o que é? Mas o pacote será bem diversificado, outras coisa bem legais e comestíveis irão acompanhar as belezinhas. Comente, comente e comente....


Essa instalação é fantástica, não? Eu adorei... Ops, a postagem chegou ao fim e nada de falar de cacau, vou ter que deixar o cacau para amanhã...